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Ah, a Música: uma linguagem afetiva e artística

Desde que o bebê é concebido, vivencia um mundo recheado de sons! O corpo da mãe pulsa: o coração, seus órgãos internos, a sua fala (e de todos os que fazem parte do círculo familiar) envolve, acalma ou agita. Mesmo que não houvessem pesquisas científicas que comprovem que o bebê, desde a vida intrauterina, ouve os sons internos e externos à sua mãe, relatos nos trazem, há bastante tempo, experiências únicas como o de uma criança que reconhece uma música que sua mãe ouvia, durante a gravidez.

Assim, destaco, aqui, a importância da fala com esse ser em formação. As vozes daqueles que fazem parte de seu círculo familiar vão, pouco a pouco, estabelecendo os vínculos de afetividade, de segurança, de pertencimento. Falar, cantar, contar histórias são ações simples que enchem de carinho essas relações.

Mas falando mais propriamente em música, muitas pessoas me perguntam: O que ouvir? Que tipo de música colocar para o bebê que ainda não nasceu ou para os que já vieram ao mundo? A escolha deve ser familiar, contextualizada, afetiva, significativa. Não existe (ou não deveria, pelo menos) música para adultos e para crianças. Existe música, que é uma linguagem artística, que acessa a todas as pessoas, independente de classe social, país ou credo.

Vocês podem dizer: Ah, mas tem profissionais que se dedicam a projetos mais direcionados aos pequenos, não é mesmo? Sem dúvida! Temos artistas maravilhosos que se preocupam com uma música de qualidade para esses ouvidos que estão conhecendo o mundo. Por isso, vou deixar aqui uma lista de projetos e artistas que tem trabalhos belíssimos que podem agradar aos adultos e crianças da sua família: ouçam e divirtam-se!

Sugestões musicais:

  • Crianceiras I (poesias de Manoel de Barros musicados por Márcio de Camillo)
  • Crianceiras II (poesias de Manoel de Barros musicados por Márcio de Camillo)
  • Conversa de Bicho (Kitty Driemeyer)
  • Vem brincar na rua (Kitty Driemeyer)
  • Tiquequê
  • Cris Barulins
  • Formiga Balão
  • Grupo Triii
  • Orquestra modesta
  • Hélio Ziskind
  • Grandes pequeninos
  • Palavra cantada

Giane Ramos

Instagran Gica Giane

gica.ramos@hotmail.com

Professora de Música, pedagoga, oficineira.

Apaixonada pela arte-educação, Música, café,

chocolate e pelo amor maior que é o meu filho João Pedro.

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POR QUE O QUARTO DO BEBÊ É TÃO IMPORTANTE?

A maioria de nós, mulheres, acha que um dia vai acordar “totalmente pronta para ser mãe”. Porém, não é bem assim.

Nós criamos muitas expectativas sobre o momento perfeito da nossa vida profissional, amorosa e pessoal para a chegada da maternidade, porque simplesmente foi assim com as nossas mães ou porque Hollywood ou a Disney nos disseram que deve ser assim, mas a vida real é bem diferente (e bem mais emocionante).

A realidade é que, num primeiro momento, muitas mulheres têm um misto de sentimentos, do mais ambíguos, como medo, insegurança e incerteza.

Mas você não está sozinha.

Foi pensando em muitas dessas questões que a Arqinbox nasceu. A maternidade envolve os sentimentos mais profundos que uma mulher pode ter, dos mais difíceis de lidar aos melhores de sentir, e nós queremos estar do lado delas para ajudar no que está ao nosso alcance: a preparação do quarto perfeito para cada bebê.

Parece um tema muito profundo para a criação de um escritório de arquitetura, não é? Mas quem já passou pelos 9 meses de gestação, sabe que a montagem do quarto pode trazer muita dor de cabeça para esse momento, cheio de tantos outros desafios. O quarto de um bebê deve ser seguro, deve ser aconchegante e especial. Além disso, a preocupação financeira está quase sempre presente. Por isso, os pais de primeira viagem não sabem nem por onde começar. E foi neste desafio que descobrimos a nossa paixão: criar quartos perfeitos dentro da realidade de cada família. E tudo isso de forma online, tornando o atendimento mais acessível, prático e sem barreiras. A Arqinbox tem um grande prazer em fazer parceria com empresas como a Zia Ro Bambini, que trabalha com o mesmo objetivo de estar ao lado das famílias e tornar esse momento ainda mais especial.

Laura Welp Arquiteta e fundadora da Arqinbox

Empresa especializada em projetos online para quartos de bebê

 Whatsapp: (51) 999447717

Site: www.arqinbox.com Instagram: @arq.inbox

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Nunca estaremos prontos

Ao descobrir que mais um bebê estava a caminho em nossas vidas, não imaginávamos passar por um susto. A primeira expectativa é em ver aquele pontinho branco na tela, que pulsa incansável e nos enche de emoção.  Não aconteceu.  A tela ficou preta, eu e meu esposo nos olhamos, sabíamos que não era assim que acontecia, já havíamos passado duas vezes por esse momento… A médica então nos deu a notícia de que talvez o feto não havia fecundado, que podia acontecer. Nos orientou a esperar o corpo expulsar e a conversar com nossa médica.

Eu fiquei ali, parada, agradeci peguei o papel para me limpar e quando a médica se retirou não contive minhas lágrimas. Não foi planejado, nós estávamos felizes com 2 filhos, mas saber da chegada de mais uma vida encheu nossa família de felicidade, eu queria muito esse bebê…

Minha médica pediu que eu repetisse a eco em 15 dias. E foram os 15 dias mais longos da minha vida…

Passaram-se os dias e finalmente podemos ouvir seu coração bater, lá estava aquele pontinho branco na tela. Estava tudo bem com o bebê.  E as lágrimas foram de felicidade desta vez.

Ouvi do médico que devemos estar prontos para passar por essas situações quando decidimos ter filhos, que isso pode acontecer…

Eu descobri então que nunca estarei pronta, pois jamais entro numa história sem acreditar num final feliz, não encaro a vida já pensando na morte.

            O luto é doloroso, desgastante, mesmo antes de chegar, viver esperando por ele é se destruir por dentro aos poucos. Precisamos viver acreditando na vida, em todas as aprendizagens que ela nos proporciona.  Ao descobrirmos que uma nova vida vai chegar, nossa preocupação deve ser com o quarto, o enxoval, a saúde, o nascimento, é isso que nos dá energia, é a vida que nos move.

            E cá estamos, com 14 semanas de muito amor, saúde e felicidade. Agora é esperar para saber se continuarei sendo a única menina da casa ou se terei companhia…

Alice Freitas – Psicopedagoga

Especializada em Inclusão

Assessoria à escolas e famílias

Avaliação e intervenção nas dificuldades de aprendizagem

Atendimento on-line

Contatos:

Telefone: 51991940334

E-mail: alice.const.saberes@gmail.com


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Preocupação materna: a relação mãe e bebê

Durante o período da gestação e principalmente no final dela, a gestante e futura mamãe entra em um estado de sensibilidade exacerbada, no qual começa a se voltar quase que exclusivamente ao seu bebê, centrando quase todos os seus interesses no mesmo. De acordo com Winnicott, psicanalista, pediatra e estudioso da relação mãe bebê, a mãe entra em um estado no qual chamou de preocupação materna primária, onde há muita empatia, devoção e conexão com esse bebê que está por vir. Essa conexão começa a existir já na gestação e vai até os meses iniciais de vida do bebê. É um estado normal e esperado para quem está esperando um bebê. Nos meses iniciais da vida da criança, onde ocorre essa preocupação materna, a mãe precisa renunciar temporariamente de outras tarefas e interesses para se voltar única e exclusivamente para seu bebê, prestando os cuidados necessários a ele. Com isso, consegue se adaptar ativamente às necessidades do bebê, tanto físicas quanto emocionais. Para que a mãe consiga exercer sua função de forma tranquila e segura, precisa do suporte do meio ambiente, como do companheiro ou da companheira, de familiares e de amigos próximos. A mãe vai precisar dessa sustentação do meio para que dê a sustentação necessária ao bebê, fazendo com que ele se sinta assim seguro e protegido. O bebê precisa de um ambiente que seja suficientemente bom para poder crescer e se desenvolver de forma saudável, e o fornecimento deste ambiente, principalmente nestes momentos iniciais da vida da criança, capacitam o bebê a começar a existir, a ter experiências e a se formar como um indivíduo separado de seus pais. A preocupação materna primária é uma condição temporária da mãe, que vai se desfazendo na medida em que o bebê vai crescendo, dependendo cada vez menos dos cuidados da mesma e liberando assim a mãe. É um estado que a mãe precisa entrar, mas que também precisa sair dele aos poucos e retornar à sua vida também como mulher. A mãe suficientemente boa, para Winnicott, é aquela que entra, mas que também sai do estado de preocupação materna. O termo ambiente suficientemente bom foi criado para desfazer algumas idealizações que ainda permeiam a maternidade, liberando a mãe de ser perfeita para seu bebê e deixando ela livre para falhar de vez em quando com seu bebê, no momento em que este já se desenvolveu para conseguir lidar com as falhas maternas. 

É com prazer que fiz esta parceria com a Zia Ro Bambini, de escrever este texto para o site da marca, com a intenção de fazer as pessoas pensarem sobre importância da relação mãe bebê, dos cuidados que um bebê requer da família, bem como no constante investimento afetivo e material que os pais devem fazer nos filhos para que eles se desenvolvam de forma saudável.

Júlia Pimentel

Psicóloga Clínica

Instagram: @neurosediaria

E-mail: juliapimentel214@gmail.com    Telefone: (51) 993158074